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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Conto - Amar sem culpa Capítulo 6 (Último)


  Chego ao colégio procurando Nícolas, mas nada em vê-lo, o sinal da primeira aula toca entro para a sala de aula, e tento observar se o vejo, mas nada ainda, fico aflito pois quero saber como ele está, passado 10 minutos, vejo ele entrando pela porta, com alguns curativos e mancando um pouco, ele senta atrás de mim, e diz bem baixinho "Olá!", me arrepio todo pois ele disse perto de minha orelha, retribuo seu olá virando para trás e lhe perguntando como foi sua noite, ele disse que foi um pouco dolorida, mas que conseguiu dormir, e disse que seu pai não gostou do que ouve. A professora chama atenção pedido para que eu vire para frente, obedeci e esperei chegar o intervalo. 
  Todos saem da sala para o intervalo, ficando apenas eu e o Nícolas, vejo que esta aflito, triste, preocupado, mas nada me passa na cabeça o que poderia ter acontecido, o que me resta é perguntar, ele me olha nos olhos e vejo que estava chorando, fico mais preocupado ainda, peço se esta doendo algo ou se esta passando mal, nada disso era. Fico sem saber o que fazer, digo a ele que "então não poderei fazer nada", ele retruca e diz que posso, mas ao mesmo tempo não posso, que ele não quer ver eu me machucar, sofrer por algo que não esperava que seu destino traria. Fico mais ainda em dúvida, ele se levanta e diz que vai para casa, me levanto rapidamente para ajuda-lo, o clima mudou derre pente, eu na frente dele parado ele na minha frente parado, um olhando para o outro fixamente, silêncio total, nossos olhos brilham, os corpos começam a se aproximar o calor de nossos corpos estavam nos atingindo, envolvendo em um clima gostoso e hilário, sinto sua mão encostar na minha, sues lábios ficam mais perto, seu cheiro me comove me envolve me leva a um lugar que nunca imaginei estar algo bom, sinto seu beijo seu corpo envolvido no meu, nossos lábios encostados, eu não sei o que estava acontecendo comigo, só sei que estava muito bom, que meu "eu" estava em atividade, estava em agito achando tudo muito estranho ou tudo muito bom, ocorria duvidas tudo isso em apenas segundos quando ele se afastou de mim e saio o mais rápido que conseguia pois estava com a perna doendo. Fico ali parado que nem uma estátua.
  Não sei o que ouve, mas vou para casa deito em minha cama e fico imaginando aquela cena, que nosso lábios se envolveram, e tiro minha dúvida, que eu estava apaixonado por Nícolas, e que a resposta da pergunta que fiz de ser diferente, era essa que ele me amava e que eu também o amava, mas não sabia como lhe responder. Meus sentimentos meu "eu" estava agora completo, respondido e iluminado pelo amor.
  Durmo feliz, a noite passou rápida, eu estava ansioso em ir para o colégio pois queria ver Nícolas, chegando á sala de aula, não o vejo, mas sentei em minha carteira e fiquei lhe esperando, imaginei que chegaria novamente atrasado, mas passado 1 hora, nada dele chegar, fico aflito, quando a Diretora do colégio entra na sala, com uma cara nada boa o clima nada estava bom, e estava com uma folha em suas mãos, ela pede a atenção a todos, diz com uma voz triste, anunciando o falecimento de Nícolas, eu fiquei parado e pedi para que repeti-se, ela disse novamente, que Nícolas tinha sido encontrado  morto em um viaduto, onde que câmeras de segurança registraram as cenas de Nícolas subindo na grade de segurança e se lançando em meio aos carros e caminhões, ninguém sabe o motivo de sua morte a única coisa que encontraram em meio a suas mãos uma carta destinada a Benny, a diretora entrega a carta para mim, eu estava sem reação, fiquei parado sem saber o que fazer, todos olhavam para mim, eu estava pálido, peguei a carta abri e comecei a ler.

Querido Benny,


Á essas horas já deve estar sabendo de minha morte, sei que esta triste, desanimado, mas fiz isso para meu bem e o seu bem, quero que você saiba que a resposta de ser diferente já tenha descobrido ontem, quando lhe dei um beijo. Eu estava amando você, mas não queria lhe prejudicar, pois seus pais iriam querer se afastar de mim e você acabaria sofrendo, o melhor motivo foi fazer com que eu fosse, meu pai queria me colocar em um internado depois que fui espancado, minha mãe faleceu quando eu tinha apenas 3 anos de idade, em um acidente de carro, nunca tive um tempo de diversão com meu pai, pois é um homem muito ocupado com os negócios, mas agora estou ao lado de minha mãe, estou feliz, estou olhando por você e te guiarei aonde for, de protegerei, e quando eu disse antes de lhe dar um beijo que não queria que se machuca-se, eu quis dizer que não se machuca-se com a sociedade, eu sei que eu poderia estar ai agora ao seu lado, mas nada disso iria mudar o que eu estava sentindo, mas você me fez ver como a vida vale apena, que quando menos esperamos algo bom acontece, e esse algo bom foi você, me perdoe por isso, mas a unica forma de mostrar que eu te amava era dando-lhe um beijo, um beijo de despedida. Meu "eu" estava limpo e feliz ao fazer aquilo, por isso estou em PAZ ao lado de minha mãe, olhando por você e meu pai. Seja Feliz Benny, corra atrás da felicidade, mostre esse rapaz forte e corajoso que não fui, mostre á sociedade quem realmente podemos ser, mostre o futuro, mostre seu "EU INTERIOR".


Beijos eternamente de, 

Nícolas.

   Começo a chorar e quando vejo estou desmaiado, provavelmente eu tenha provocado uma muvuca na sala de aula, acordo e estou no hospital sendo medicado, olho para o lado e vejo meus pais, estavam preocupados. O médico entra e me dá alta, pego minha mochila e vou para casa. Todos estavam em silêncio, minha mãe entra no quarto, me abraça forte, dizendo "Filho Te amo, sei que não está sendo fácil, sei o que esta sentindo, sei que Nícolas te amava, vá ao cemitério e leve essas flores a ele em nome da família", levando seco minhas lágrimas, não entendendo nada.
   Chegando ao cemitério sento ao lado de seu tumulo, coloco as flores e volto as cenas que passamos juntos, foram poucas mas foram marcantes, uma brisa forte arrastavam as folhas, trazendo um clima delicioso, tranquilo e suave, como se Nícolas estivesse ali, ao meu lado. "Vá em PAZ pois você Nícolas estará sempre em minha vida", um borboleta aparece e pousa em meu ombro, uma borboleta linda de primavera, fazendo com que um pequena lágrima sai-se de meus olhos, e um suave vendo rosando meus cabelos como se focem as mãos de Nícolas me acariciando, dizendo "EU TE AMO".


FIM...



quarta-feira, 1 de maio de 2013

Conto - Amar sem culpa Capítulo 5


   Apresentamos nosso trabalho e recebemos nota 10 em nosso trabalho, fico orgulhoso por isso, por um assunto polemico acabamos tirando nota máxima. Nícolas me da os parabéns, eu lhe desejo o mesmo, bate o sinal da ultima aula, peguei , meu caminho e fui embora, quando viro a próxima esquina vejo Nícolas apanhando, traduzindo melhor sendo espancado por um grupo de garoto do colégio, ele esta caído no chão, sangue sai de sua boca e nariz, o garotos chutam sua barriga, o chamam de viado, florzinha, bichinha  cuspam nele e dão risada, eu começo a tremer sem saber o que fazer, quando os garotos saem corro para socorrer Nícolas.
  Ele esta todo sanguentado, chorando, eu lhe levanto, e levo ele para minha casa que fica próximo de onde ocorreu o espancamento. Digo a ele que vi tudo, que queria pedir desculpa por não ter feito nada para protegê-lo. Começo a limpar o sangue que escorre de seu rosto, vejo que seus olhos brilham guando me olha, ele me diz bem baixinho “ainda bem que você não apareceu para me socorrer, se não você também estaria na mesma situação que eu”.
  Me levando perguntando o por quê eles terem feito aquilo, fico revoltado ao ver alguém todo machucado por não ter feito nada, olho para Nícolas e lhe pergunto bem em seus olhos, "Por quê fizeram isso com você?", Nícolas pega em minha mão, olha fixamente para mim dizendo "Você nunca entendera, e quando entender será tarde". Fico assustado com o que ele me disse, e continuo a limpar suas feridas. 
  "Meu pai vai enlouquecer quando ficar sabendo o que ouve, fico ate assustado em pensar que queira se mudar para outra cidade." diz Nícolas, mas como assim se mudar para outra cidade, algo tão triste como se uma nuvem negra estivesse rondando em meu ambiente, uma escuridão em meu "eu", mas tudo passou quando Nícolas me abraça e agradece pelo cuidado que dei a ele, então ele se levanta da cama e diz q vai para casa, pois esta tarda e o pai dele não gosta que fique muito tempo fora de casa. Retribuo seu pedido e o levo até a porta, digo a ele para se cuidar na volta para sua casa, ele me olha e pisca com o olho, deixando eu alucinado com sentimentos soutando fogos.
  


Continua...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Conto - Amar sem culpa Capítulo 4

Capítulo 4


  Chegando a biblioteca do colégio, vejo Nícolas na terceira mesa do lado esquerdo, perto dos livros de romance. Ele esta lindo como sempre, ops! eu disse lindo, não pode ser, cada vez fico com medo das certas coisas que acabo imaginando e dizendo para mim mesmo.
  Chego na frente da mesa e me sento em sua frente, nossos olhares se ligaram como ondas eletromagnéticas, nunca tinha reparado nos belos olhos que ele tem, e com seus lábios carnudos diz "Boa tarde", eu todo me derreti com aquela voz máscula. Me ajeito na cadeira e começo a abrir meu caderno e livros de sociologia, o assunto era sobre sexualidade, teríamos  que comentar sobre opções sexuais e apresentar na classe de aula.
  Assim debatemos por 1 hora o que iriamos fazer, até que uma voz do além me disse, para pesquisarmos depoimentos de homossexuais e escrever um pouco sobre o que a religião e a ciência diz deles. Mas eu ficava nervoso perto dele, ate que uma certa hora ele se levanta de sua cadeira e senta ao meu lado, mas bem perto. 

  Fico sem jeito, mas continuo fixo em o que eu estava lendo. Então Nícolas, pedi uma opinião para mim em o que eu achava do relacionamento gay, eu simplesmente respondo que eu não era contra, que se eu tivesse um filho homossexual, eu cuidaria dele com muito amor.
  Comecei a perceber na face de Nícolas um sorriso tímido, então lhe fiz a mesma pergunta, ele me responde que mesmo sendo diferente sempre amou o que era.
  Com essas palavras comecei a ficar em dúvida, em o que queria dizer com isso, ser diferente, será que ele era diferente, mas como assim, ele é perfeito, não Nícolas não é gay.
  Terminamos nosso trabalho e fomos tomar um sorvete, como era época de verão estávamos precisando de algo gelado, ao tomarmos o sorvete que Nícolas fez questão de pagar, ele me convida para marcarmos um dia para eu ir a sua casa tomar um banho de piscina, já que seu pai é dono de uma fábrica de piscinas, eu disse que não sabia se iria, mas por dentro eu queria sim ir, eu não queria me fazer de interesseiro. Então disse que sim, que poderíamos sim combinar algum dia para poder ir a sua casa.
  Despedimo-nos e cada um foi para seu lado, ao chegar em casa, meus pais pedem porque eu estava tão animado, eu disse que não sabia que apenas algo de bom iria acontecer. Fui para meu quarto e tomei aquele banho gostoso e me deitei, pensei no que o Nícolas me disse, “ser diferente”, mas eu poderia estar enganado, me viro pro lado e me pego no sono. Assim a noite passa calma e devagar.

Continua...


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Conto- Amar sem culpa Capítulo 3

Capítulo 3


  - Benny acorda vai perder o horário da aula. Diz a mãe de Benny.
  Nossa acordei atrasadão, dormi como se eu fosse uma pedra, nada percebi naquela noite.
  Cheguei no colégio e o sinal já tinha tocado á 5 minutos, eu indo as presas para a sala, e no meio do caminho no corredor, encontro Nícolas, quando eu o vi, parece que tudo andava em câmera lenta, como se o tempo tivesse parado e só eu e o Nícolas se moviam em tempo real. Ele também estava chegando atrasado, então quando entramos juntos na sala de aula, o rei da cocada preta do professor de geografia começou a reclamar, Nícolas olha para mim para ver minha reação, eu fiquei vermelho por ele estar olhando para mim, porque pelo professor eu queria que ele morre-se.
  Então fui direto para minha carteira. No recreio Nícolas me chamou para conversar, medo muito medo, como assim conversar, e por que eu? Ele queria saber aonde ficava a biblioteca do colégio, porque tínhamos um trabalho para fazer, então eu o expliquei aonde ficava a biblioteca. Mas algo nos olhos dele queria me dizer, mas eu estava tão nervoso em estar falando com ele que nem percebi o tom de voz dele, mas do que me lembro erá uma voz linda, uma voz que me arrepiava e tocava meus sentimentos. QUE? tocava meus sentimentos como assim? deixa para lá, o que importa que algo tava acontecendo de bom.
  Derre pente quando viro para voltar aonde eu estava, Nícolas pega em meu braço me chamando de volta, e pediu se eu poderia fazer o trabalho com ele. Eu só balancei a cabeça em sinal de sim. Então saio dali e vou para aonde eu estava quando Nícolas me chamou.
  Ao deitar-me na cama, a imagem de Nícolas me pegando no braço não saia de minha cabeça, os minutos passavam como horas, como se a noite fosse eterna, mas eu sentia uma culpa dentro de mim. Algo que poderia ser errado para muitos e eu poderia ser julgado por algo que aconteceu sem eu controlar.



Continua...
   

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Conto- Amar sem culpa Capítulo 2

Capítulo 2


  Uma manhã bela, muito diferente do que a manhã anterior. Me vejo diferente no espelho do banheiro, minha pele lisa, limpinha, meu cabelo loiro esta tão lindo, me sinto tão bem nesse dia, o que fiz para estar tão perfeito? Não é nem uma data especial, será que algo irá acontecer? Bem, não sei, mas irei me arrumar para ir ao colégio.
  Como sempre fico no mesmo local de quando chego ao colégio, enquanto isso meus colegas vão chegando ao meu encontro para colocar as noticias em dia do dia anterior. E eu na mesma animação de sempre de ter que aturar as 5 aulas de sono, mas algo poderia acontecer de interessante naquele dia, mas o que por exemplo, aula vaga, palestra (ops isso da sono), passeios a parques? Mas apenas sonhos de um estudante.
    Bate o bendito do sinal, sento em minha carteira ao lado da parede onde fica a janela em direção a porta na terceira mesa. Uau! Primeira aula de filosofia, maravilha começamos o dia muito bem. Bláblábláblá, sempre a mesma ladainha.
  Quando pego quase no sono, alguém TEM QUE BATER NA PORTA (aff'), quem será a criatura que me acordou? Noooosa, quando vi o rapaz entrando me deu um calafrio em minha barriga que parecia que eu estava sendo tocado por aquele novo aluno que acabara de chegar. Um rapaz alto, corpo másculo, cabelo preto, mas com um olha tímido e querendo dizer, - não olhem para mim- , deveria ter minha idade 17 anos, e o professor de filosofia pronuncia seu nome Nícolas Katy veio do litoral, onde só tem gente bonita, o inveja.
  Ele senta na fileira do lado da minha, mas na parte do fundo. Na tarde daquela quarta -feira quando eu estava no meu quarto, a imagem daquele rapaz o novo aluno o Nícolas, não sai de minha cabeça, o que aquele rapaz me fez para eu estar tão vegetativo?!
  Eu começo a me sentir muito estranho quando o vejo no colégio toda manhã, ele sempre sozinho e quieto, eu pretendia chegar e me apresentar a ele, mas algo me chamava muita atenção a ele, como se meu sentimento o toca-se sem ele saber. Mas eu sentindo algo por ele, como assim? É algo mais forte do que eu. Assim chega a nossa alegria do final de semana, onde acordo de manhã compro pão na padaria da esquina, e fico o final de semana todo no quarto lendo e escrevendo.




Continua...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conto- Amar sem culpa

Capítulo 1


  Sentado em frente a minha sala de aula eu estava esperando meus colegas, mas nada animado. Cada segundo para mim era uma eternidade, mas paciência o colégio começou a encher, eu como sempre tímido tentava sempre ficar invisível para todos, no intervalo das aulas nem lanchava só ficava na porta de minha sala. 
  Cada aula chata que eu acabava dormindo, e eu já imaginado o próximo dia de chatice. Mas eu sentia algo no ar, que alguma coisa iria acontecer, mas nem dei bola, nada de importante aconteceu em minha vida, sempre chego em casa sou culpado por algo, não sou rico sou apenas um filho que os pais dizem que da problema... Tranco-me no quarto e passo minhas tardes escrevendo e lendo. Meu pai é machista e minha mãe medrosa, meu irmão com 22 anos nunca fez nada de importância na vida, nem terminar os estudos não foi capaz. Quero ser algo de de orgulho a mim mesmo, já que minha família não me apóia. 
  Um clima tenso no ar, o que será? Minha tarde foi diferente, foi pesado parece que seria o ultimo dia de algo, mas o ultimo dia, não entendo o que meu  ser diz a mim deves em quando. Tomo meu banho no final da tarde, sento-me na janela de meu quarto no segundo piso da casa, e começo a escrever meus contos, contos que sempre serão contos românticos, nunca realidade. Acredito no amor entre as pessoas, mas nunca entre mim, nunca fui chamado por alguém, ninguém me encantou. Me deito cedo nesse dia, mas eu estava estranho, não sou de dormir cedo, mas esse dia foi diferente, me deito em minha cama, e demoro a pegar no sono, quando me vi sonhando com uma pessoa, que pessoa é essa? Nunca descobri quem erá esse segundo homem que sempre está em meus sonhos.
  


Continua...








                                                                         Fabrício Rosso-Contos